
Nos dez anos seguintes, Bruno cresceu, se profissionalizou e virou “o melhor goleiro do Brasil” para a torcida do Flamengo. Trocou o papel de promessa pelo de ídolo. Sonhou até mesmo com a seleção brasileira. Defendeu também Atlético-MG e Corinthians, e voltou a Minas Gerais. Voltou a vestir, nesta sexta-feira, o uniforme de uma penitenciária, a Nelson Hungria, em Nova Contagem. Só que dessa vez não como convidado, mas como acusado do desaparecimento da ex-amante, Eliza Samúdio, em um caso que envolve relatos estarrecedores e suspeita de assassinato.
Responsável pela primeira passagem de Bruno pela penitenciária, Edson Alves, o “Fera”, primeiro técnico de Bruno, lamenta a infeliz coincidência e torce para que o pupilo consiga mudar o destino.
- Nesse time tinha também fisioterapeuta, secretário de saúde, agente penitenciário, médico.... Era o time a Associação Esportiva Funcionários da Penitenciária, onde jogavam os filhos e funcionários. Além dos jovens que se destacavam na cidade. Com certeza é uma ironia do destino. Só espero que esse não seja o destino dele.
Ainda envolvido com projetos sociais e escolinhas infantis, Edson Alves se mostrou estarrecido com as notícias envolvendo Bruno.
- Torço para que ele não faça parte dessa história, para que não dê nada para ele. Vendo pela televisão até sofro. Se passar na televisão uma notícia de que o Lula foi preso, mesmo sem ter amizade, eu vou sentir o impacto. Imagine quando se trata de uma pessoa com quem convivi e sei que tem um potencial enorme. É chocante ligar a televisão e ver que o Bruno foi preso acusado de um assassinato. (Fonte G1)
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