segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A China irá castigar os filhos que não visitem os pais idosos

China, um país onde durante milénios os anciãos das famílias eram venerados por tradição religiosa, prepara uma reforma legal que poderá castigar os filhos adultos que não visitem os respectivos pais, segundo informou o jornal oficial China Daily.

A introdução deste delito será feita no âmbito da reforma da Lei de Protecção dos Direitos e Interesses dos Anciãos, criada em 1996, confirmaram fontes do Ministério de Assuntos Civis, um dos encarregados da redacção da proposta de emenda.

A reforma da lei, se for aprovada, reforça num dos parágrafos que “os familiares não devem ignorar ou isolar os idosos, e devem visita-los frequentemente se não viverem sob o mesmo tecto”, oferecendo a possibilidade de levar casos ante os tribunais se esta obrigação não for respeitada.

Esta mudança legal é importante num país onde, devido à política de filho único, a percentagem de pessoas idosas é cada vez maior, um envelhecimento demográfico que ameaça causar problemas económicos ao gigante asiático. Segundo números de 2009, na China existem 167 milhões de pessoas maiores de 60 anos, muitas delas vivendo sozinhas, num país onde os lares são escassos.

Na China, onde o sistema de segurança social cobre apenas uma pequena parte da população e não existe uma rede de assistência social, a reforma da lei poderia combater estas carências, segundo o China Daily. Não obstante, também simbolizará um esforço para restaurar os valores familiares na sociedade chinesa, que passou de uma tradicional veneração aos idosos, uma herança do confucionismo, ao esquecimento votado a muitos deles, devido a uma sociedade mais individualista e materialista.

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